Promoção do emprego exige a participação de todos


A promoção do emprego deve ser vista como uma responsabilidade de todos os quadrantes da sociedade e dos sectores, tanto públicos, como privados, tendo em conta que se trata de uma matéria muito transversal, segundo Oswaldo Petersburgo, vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social.

Até ao final deste Quinquénio, o país tem como aposta a criação de 1.500.000 postos de trabalho, dos quais já foram criados cerca de 302.188 empregos no ano passado, graças à conjugação de esforços entre o sector privado e o público. No mesmo período, visando uma maior empregabilidade dos candidatos a emprego, 129.043 jovens beneficiaram de formação profissional em centros públicos e privados.

Os investimentos que o país tem vindo a receber, disse o vice-ministro Petersburgo, tanto internos como externos, contribuíram e continuam a contribuir para o alcance das metas, da mesma forma que todas as iniciativas que visem a criação de emprego têm merecido especial atenção por parte do Governo e dos seus parceiros.

É nesse rol que acções e buscas, sobretudo tendo em vista o aumento da empregabilidade, que o país está a elaborar a sua futura Política de Emprego. Na óptica do governante, teve o cuidado de auscultar o maior número possível de pessoas, independentemente da crença religiosa ou filiação partidária, sobre o anteprojecto sobre a matéria, com o objectivo de ver reflectidos os anseios dos moçambicanos e que tome em conta as especificidades e condições económicas, sociais e culturais do país.

A aposta do Governo é ver a futura Política de Emprego, para além de aglutinadora das vontades de todos os sectores da sociedade, como o veículo para maximizar do emprego em todos os sectores da economia e, sobretudo, naqueles que se constituem os principais potenciais geradores de oportunidades de trabalho, tanto directamente como através das cadeias de valor que geram.

Trata-se de uma busca que não está alheia à preocupação da região e ao nível do plano internacional, razão pela qual a elaboração do futuro instrumento do mercado não foram esquecidos os compromissos internos e internacionais assumidos pelo país, bem como os instrumentos orientadores de políticas pró-emprego adoptados por diferentes organizações de que Moçambique faz parte, nomeadamente o Programa Quinquenal do Governo, a Agenda 2025, em especial a Politica da Juventude, a Declaração de Rapale e a Carta Africana da Juventude, bem como as Convenções da Organização Internacional do Trabalho ratificadas por Moçambique, os protocolos da SADC e da União Africana.

Oswaldo Petersburgo considera, no entanto, que a Política de Emprego não é o princípio, mas sim um meio que visará melhorar a articulação entre as várias medidas, projectos e programas que o país tem vindo a implementar e que resultam na criação de emprego e de oportunidades de trabalho. Daí a importância de fazer com que todos os actores do mercado e a sociedade em geral sejam participantes activos na busca de soluções que visem a maior e melhor empregabilidade dos cidadãos em Moçambique, em que o foco deve ser para o crescimento da economia e dele tirar as devidas vantagens.