Mais de 85 mil empregos foram criados no II Trimestre em todo o país

O mercado de emprego conseguiu absorver 85.221 cidadãos candidatos durante o II Trimestre do ano em curso, em todas as Províncias do país, correspondendo a 122% de empregos, comparativamente ao trimestre anterior, que foi de 31%, ou seja, que criou 38.350 empregos. Este universo de empregos incluem 10.679 trabalhadores moçambicanos que foram recrutados para as minas da vizinha República da África do Sul (RAS), contra os 3.780 do trimestre anterior, enquanto para as farmas foram 2.679 recrutados, contra os 895 do primeiro trimestre.Estes dados foram revelados no Sábado passado, na cidade de Maputo, pela Secretária Permanente do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), Maria da Graça Mula Macuacua, durante a cerimónia de lançamento do Boletim Informativo sobre o Mercado de Trabalho referente ao segundo trimestre do de 2016.As Províncias de Sofala, Maputo e Manica apareceram bem destacadas, em termos de número de empregos criados durante o período, em que se destacaram as companhias açucareiras no global das contribuições, casos de Mafambisse (Sofala), Xinavane e Maragra (Maputo. No cômputo geral, todas as províncias registaram crescimento em matéria de novos empregos, com a excepção das Províncias do Niassa e Gaza , que conheceram alguma redução de empregos criados, em parte devido a menos entrada de investimentos.Por província, Manica ocupou o primeiro lugar na absorção de candidatos, com 16.855 empregos preenchidos, seguindo-se da cidade de Maputo com 16.073, Sofala (14.092), Nampula (14.011), Província de Maputo (12.943), Zambézia (9.830), Tete (6.947), Cabo Delgado (6.061), Gaza (5.538), Inhambane (4.260) e Niassa com 3.586 empregos criados durante o segundo trimestre.O boletim informativo do mercado de trabalho publicado pela Direcção Nacional de Observação do Mercado do Trabalho, uma instituição adstrita ao MITESS, que tem como responsabilidade harmonizar dados do mercado, numa perspectiva de visão única e perspectiva do mercado de emprego, sobretudo na componente de informação disponível, que deve ser partilhada por todos os actores e sectores sócio-económicos, ministérios, investidores e outras instituições públicas e privadas. Sobretudo tornando célere e fiável o processo de recolha de dados sobre o mercado de trabalho.O MITESS é o responsável governamental pelas políticas laborais e da administração do trabalho no país e, cabe a este sector harmonizar as várias iniciativas existentes em matéria de dados de emprego e do trabalho, como forma de organizar o mercado e ajudar a economia, em termos de informação e tomada de decisão para os investidores, para além de contribuir para a celeridade processual e administrativo, incluindo a flexibilização e melhoria do ambiente negócio no país.