Exploração de recursos naturais pode reforçar criação de empregos

O Governo, através da ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Dias Diogo, considera que o avanço dos projectos de exploração de recursos naturais, e sobretudo da indústria extractiva, pode constituir uma das fontes de criação de mais empregos para os moçambicanos, ao mesmo tempo que é uma oportunidade ímpar para alavancar o sector da agricultura e garantir a segurança alimentar nas populações, consolidando as bases para desenvolvimento social e económico do País.Falando esta semana em Maputo, Diogo reconheceu, no entanto, que há desafios que têm a ver com a fraca oferta da mão-de-obra qualificada em áreas profissionais mais procuradas, mas que tal, num esforço conjunto entre o Governo, o sector produtivo e os parceiros de cooperação pode ser minimizado. O donativo e 420 milhões de dólares norte-americanos entregues pelo Japão, esta Segunda-Feira, para a formação profissional virada para o emprego e auto-emprego, é um dos exemplos.Para contornar a escassez de mão-de-obra qualificada, explicou, o Governo, juntamente com os seus parceiros sociais, tomou a responsabilidade de reestruturar e modernizar a formação profissional para a garantia da qualidade e que responda aos perfis profissionais demandados no mercado do trabalho, cujo propósito tem em vista preparar os jovens e potenciá-los com conhecimentos e habilidades que os permitam competirem, em pé de igualdade, no mercado de trabalho, numa economia global ou serem capazes de desenvolver iniciativas empreendedoras, criando o seu auto emprego.Para o presente ano, o Governo projectou a criação de 281.652 empregos em todas as áreas de actividade, enquanto no domínio da formação profissional deverão ser formados 125.890 cidadãos. Em relação ao ano transacto, e num contexto descrito pela governante de adversidades, sobretudo do ponto de vista climatérico e político, novamente através da conjugação de esforços do Governo e do sector produtivo, foram criados 277.647 empregos, acima do previsto, que era de 221.612 planificados, dos quais 66.256 foram ocupados por mulheres, que possibilitou que mais concidadãos, maioritariamente jovens, tivessem acesso à renda para o sustento das suas famílias.Já para o domínio da formação profissional, foram formados 106.749 beneficiários, maioritariamente jovens, contra os 90.407 planificados, dos quais 34.415 foram do sexo feminino. Jafar Buana